Culpa

Os relógios derretem-se em horas
Indefinidamente passadas.
O tresloucar da minha mente
Derrete-se também.
A fome dos espíritos que vagueiam.
A sobriedade do tempo fechado em mim.
E o olhar da noite trespassava-me as feições,
Dilacerava-me a alma,
Queimava-me a consciência,
Torturava-me por dentro.
Os sofridos momentos de reflexão
Que a vida infernal me desperta,
Os episódios vividos na apatia,
O desespero contido ao longo dos tempos,
Libertam-me por fim
Como gritos horrorosos
Que trespassam carne, espírito,
Sentimentos,
E que incorporam em si
A dor lancinante da inolvidável Morte.
Por isso vejo-me sozinho agora,
Ser detestável vindo ao mundo,
Portador de peste irada
Que mata lentamente,
Traidor odioso
Que, com o suicídio,
Se tentou libertar da culpa.
I'm free!,
Emanuel

5 Comments:
pah....a cada dia k paxa tas axustadorament melhor....juro....xpectacular....cntinua k tou a fkar viciada nxt!! adorei adorei adorei.... =)=)=)
ps...ja agora.....dsc n andar a pxtar nd....mas km ja xplikei...and a ddikar.m a minha xena alternativa.....ao livro...loool
ADORO-TE FOREVER =]
Agradeço os coments que tens feito no nosso blog. Gostava de corresponder a gentileza, mas agora não ando numa onda de poesia, mas mais de humorista politicamente incorrecto. Deve ser efeitos do prozac
Reli o poema. Chissa. Tem força. E fez-me lembrar 'Del sentimiento trágico de la vida y del hombre', esse magnífico ensaio filosófico sobre o suicídio, escrito por Miguel de Unamuno...
Fdx...a culpa é um sentimento lixado...
=P
***Sara
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