Terça-feira, Julho 18, 2006

Pesadelo I

Nuvens negras acercam-se de mim.

Um nevoeiro tenebroso tolda-me a mente,

Destrói-me o pensamento,

Dilacera-me a alma,

Corrói-me o coração,

Encontra-me o âmago,

Sussurra-me pesadelos inimagináveis.

Solta-se a minha voz

Num turbilhão de sons indistintos

Vindo de nenhures.

Altera-se o meu Eu

E transformo-me num Nada,

Destruído, dilacerado,

Corrompido.

A vida esvaiu-se por entre as minhas mãos fechadas

Em concha apertada.

Deixei-a fugir,

Dividi-a em fragmentos indistintos

De Morte inviolável.

O sangue escorre pelas paredes,

Mescla-se ao chão.

Assaltam-me memórias reprimidas

Pela consciência magoada.

Memórias de Morte,

Mórbidas até ao seu núcleo

Odioso

Feito de repressões, depressões,

Ilusões.

Salvam-se as memórias boas

Algures perdidas num resquício

Distante

Do meu Eu tresmalhado,

Do meu Eu sofrido,

Do meu Eu colhido

E ceifado ao meu mais interior espírito.


Sorry...

Illiar

3 Comments:

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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007 2:50:00 PM  
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Quarta-feira, Abril 25, 2007 7:30:00 AM  
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Quinta-feira, Setembro 13, 2007 11:02:00 AM  

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